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Bem-vindo ao nosso site

Há muito tenho pensado em desenvolver este trabalho. Abrir um novo canal de comunicação com amigos, colegas de profissão e meus alunos de ontem, hoje e amanhã.

Aqui, contaremos histórias de sucesso, causos estranhos e interessantes e muitos contos, que tenho certeza, enriquecerão,de alguma forma, o conhecimento de todos nós.

Notícias aos visitantes

 

EXPECTATIVA DE TRANSFORMAÇÃO

 

Nas duas sessões seguintes a paciente não compareceu. Sua mãe não me ligou na semana anterior como de costume.

Um dos grandes avanços no tratamento, sem dúvida nenhuma, estava no novo emprego conseguido como recepcionista em um consultório odontológico.

Infelizmente, sabia que a pressão exercida pela mãe era muito forte no ego da paciente. Toda a vida da paciente, até aquele dia, fora sempre carregada de “nãos”. A expectativa da mãe era que a filha se transformasse, através da terapia, naquilo que ela queria e não no que era preciso.

A libertação da paciente, objetivo da terapia, não era o objetivo da mãe. Ela sentia estar perdendo o controle sobre a filha. Na verdade, as depressões da paciente já eram origem de uma ansiedade que visava a uma necessidade de se libertar do vínculo materno. Como sempre viveu sob um jugo de moral compactuado pela avó, sentia-se como se estivesse violentando os padrões e preceitos familiares. Isso fez com que ela se fechasse em um mundo próprio. Ao dizer os primeiros “nãos” para a mãe, criou-se um forte impacto na relação mãe/filha, que fez com que a mãe entendesse a nova situação como um desequilíbrio da filha. Na verdade, a mãe era a detentora do desequilíbrio e não aceitava a filha decidindo por si mesma.

A suspensão por conta própria (mãe) das sessões parecia muito mais uma questão de princípios do que propriamente financeira. Significava que a paciente começava a buscar seus próprios caminhos. A mãe, que via na terapia da filha o retorno da personalidade original, não conseguindo tal resultado, atribuiu a resultados negativos, o que, verdadeiramente, era o contrário.

A avó, figura marcante no primeiro contato, não se pronunciou em nenhum momento e mesmo a mãe jamais tocou em seu nome.

Como a paciente não compareceu e não avisou como de costume, liguei para saber se poderia suspender a sessão. A avó, que atendeu ao telefone, comunicou que a neta viajara com sua mãe, esquecendo-se de suspender a sessão. Nas informações da filha, mãe da paciente, acontecera um retrocesso, ou, nas suas palavras, uma piora.

(Cont.)

Omar Carline Bueno

Psicoterapeuta 

 
 
 
 

Quer saber mais?

www.clubedeautores.com.br/book/37419--Perguntas_que_voce_gostaria_de_fazer

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